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Colegas docentes da UFRGS, da UFCSPA e do IFRS

A decisão de aprovar o indicativo de greve, em nossa assembleia de 16 de junho passado, foi provocada pelo silêncio que o governo adotou como resposta à nossa solicitação de continuidade da mesa de negociações por ele próprio instalada. Estaremos em assembleia permanente na semana de 29 de junho a 3 de julho, quando votaremos pela deflagração, ou não, de greve. Esse instrumento de pressão, em uma negociação trabalhista, é um recurso extremo, passível de ser adotado quando o diálogo trabalhista chega a um impasse. Adotá-lo, portanto, requer séria reflexão. Teremos uma semana para pesarmos argumentos sobre a questão e, assim, decidirmos nosso voto. Para tanto, estamos abrindo uma sala virtual de discussão, um fórum eletrônico onde todos são convidados a participar. Esperamos que, através desse fórum, cada um de nós possa fazer sua escolha, culminando em um pleito com o maior número possível de participantes.

15 comentários:

  1. Greve agora quando grande parte dos professores entrarão em férias?
    Por que a aprovação do indicativo de greve é eletrônico e a decisão sobre a data de início da greve foi presencial? Cadê a coerência?
    Outra coisa, qual a proposta de atividades da ADUFRGS para a greve?

  2. Vera Portella disse:

    Tradicionalmente não sou favorável a greves, pois não considero essa ferramenta como mobilizadora para o Governo, e os prejudicados , em geral são os alunos e os próprios docentes . Lembro da longa greve da década de 80 quando o Governo publicou os lucros que obteve com a paralisação demonstrado pela economia em conta de telefone,de luz,de água, etc…Acredito que a atual Administração não será mobilizada por ameaças. Discordo de medidas como diminuir vagas, atrasar vestibular e qq outra que se volte contra nossos usuários. As greves que deveriam ser último recurso tem sido “moda” e cada vez mais esvaziadas. Concordo que a população deva ser informada do trabalho que fazemos, e que não somos os funcionários públicos da elite, privilegiada (minoria) com grandes e robustos vencimentos. A população acredita que todos nós fazemos parte dessa minoria e por essa razão não apoia esses movimentos..

  3. Rita do Carmo disse:

    Concordo com o colega Luis Alberto, precisamos pensar em novas formas de pressionar o governo. Não sei se é viável, mas penso que uma boa alternativa de pressão e forma de sensibilizar a sociedade como um todo para nossas reivindicações seria impedir a realização do próximo vestibular ou diminuir em 50 por cento o número de vagas no próximo vestibular.

  4. Luis Alberto disse:

    Bom, pela baixíssima participação no portal, dá para perceber como deverá ser a participação de professores na assembléia. Eu acredito que dificilmente a proposta de greve será aceita pelos professores, se a votação for isenta e com elevada participação. Entrar em greve nas férias só pode ser piada, e de mau gosto por sinal. Não faz o mínimo sentido e vai ter repercussão quase nula. A associação e o movimento dos professores precisa se reinventar, usar de inovação (não é isso que ensinamos a nossos alunos???). Velhas táticas não funcionam mais. São necessários novos mecanismos de engajamento dos professores e de pressão ao governo. Já fiz minhas sugestões, mas devem ter muitas outras: produção de vídeos (curtos, minguem vê mais que 30-40 segundos de vídeo) denunciando o estado lastimável da UFRGS. De preferência em tom de humor. Banheiros sujos e prédios caindo são um prato cheio. Usando internet e redes sociais, preferencialmente. E pressão por meio de denúncias do péssimo estado das instalações e condições de trabalho. A guerra é de mídia. O governo está se preparando: fez proposta (baixíssima, óbvio) e vai dizer que os professores não quiseram aceitar o aumento “possível” neste momento de crise e que os professores, verdadeiros marajás e que não trabalham, não aceitaram. É esperar para ver. A história é sempre a mesma. Nós é que precisamos mudar.

  5. Carla disse:

    Também estou insatisfeita com a proposta do governo. Mas, realmente alguém acredita que o governo se importa com greve nas universidades? Temos que pensar em outras estratégias, inclusive para trazermos a população para o nosso lado. Greve, em geral, só causa prejuízo aos nossos alunos e a nós mesmos, com aulas a recuperar, semestres espremidos, etc. O governo dito “patria educadora” nada perde, portanto, que pressão é essa? Nos meus mais de 20 anos de UFRGS nunca vi uma greve que fosse realmente exitosa por si. Concordo com o colega que sugere que divulguemos os diversos problemas da UFRGS nas redes sociais e na midia.

  6. Adroaldo Gaya disse:

    Concordo com o Félix. Todavia, não há duvidas que perante este quadro devemos assumir uma posição efetiva de resistência. Compartilho a proposta do Paraná e do Prof. Félix de anunciarmos que não iremos iniciar o próximo semestre se não houver o compromisso do Governo de efetiva negociações sobre a pauta setorial dos docente.

  7. Ricardo F Savaris disse:

    O governo decidiu dar 19,75% em 4 anos.
    Com a inflação de 9% no primeiro ano (2015), e projetada para 9%/ano, teremos , no final de 4 anos, 36% de inflação. Isso significa uma perda de 16.25 do poder aquisitivo do professor. Se o professor ganha hoje R$10000,00 para comprar XYZ, em 2019, ele terá R$8375,00 para comprar XYZ. Isso explica tudo.

  8. Luiza Seligman disse:

    Sou professora da UFCSPA. Estamos vivendo um período de expansão da universidade, criação de novos cursos, mais alunos. Com isso, temos concursos e a entrada de novos docentes. Tudo isso seria maravilhoso se não fosse por um detalhe. O espaço físico não acompanha o crescimento. Não temos condições de trabalho. A política de verbas do governo está mudando e se assemelhando à época que um outro governo sucateava as universidades federais.
    Precisamos dar uma resposta, precisamos acompanhar o resto do país, que já se mobilizou.
    Por condições de trabalho, pelo não sucateamento das universidades públicas, por melhores salários, devemos deflagrar GREVE JÁ!

  9. RINALDO PIRES DOS SANTOS disse:

    Bem, segundo meu ponto de vista, a proposta do governo é, no mínimo, ridícula. Não corrige sequer as perdas causadas pela inflação nos últimos três anos (não a inflação oficial, a que conhecemos no nosso dia a dia). Assim, essa atual proposta, para os próximos quatro anos (!!!!!!) é o equivalente a um reajuste zero (issmo mesmo, zero!) para os próximos quatro anos! Além disso, nem estamos falando das condições atuais da nossa Universidade. Concordo com o Luis Alberto, quando comenta que nem sequer temos extintores de incêndio nos corredores de muitos prédios (incluindo o meu local de trabalho no Campus do Vale). Com o corte de envio de verbas para a UFRGS e, consequentemente para as Unidades, falta de tudo (incluindo papel higiênico nos banheiros!). Uma vergonha!
    Como não houve (e não acredito que haverá) avanço na forma de uma proposta razoável, sou a favor da greve sim!

  10. Clúvio Buenno Soares Terceiro disse:

    Esta proposta coloca em xeque nossa capacidade de análise.
    Vamos aceitar 5,5% para 2015 quando a inflação prevista é de 9%?
    Vamos fechar um acordo para 4 anos com todas as incertezas que estão postas na política e na economia?
    Porque? Porque é melhor “garantir” isso do que correr o risco de não ganhar nada?

    Depois de tanto tempo em silêncio, a resposta do governo é mais do que insatisfatória.
    Isso ficando somente nas questões salariais, sem citar os demais temas da nossa pauta setorial.
    Não vejo outra saída fora da greve neste momento.

    Porém, sejamos criativos e façamos um movimento sem que nós mesmos venhamos a ser os maiores prejudicados com ele.

  11. MARIA LUIZA AMBROS VON HOLLEBEN disse:

    O SILENCIO QUEBROU!

    O silêncio foi a resposta do governo às reivindicações dos servidores federais. O silencio foi a resposta do governo a pauta especifica dos professores. Nossa resposta, aprovada em assembleia no dia 16 de junho de 2015, foi o indicativo de greve.

    O silencio foi quebrado,no dia 25 com a reunião do governo com as entidades representativas dos servidores federais, quando apresentou a proposta de reajuste salarial quadrienal, para todos os servidores, de 5,5% para 1° de janeiro de 2016; 5% para 1° de janeiro de 2017; 4, 75% para 1 ° de janeiro de 2018; e 4,5% para 1° de janeiro de 2019. Nova reunião foi agendada para o dia 7 de julho para as entidades representativas dos servidores federais levarem ao governo a avaliação dos servidores sobre essa proposta.

    Mas para os professores o silêncio continua sendo a resposta do governo em relação à solicitação de continuidade da mesa setorial de negociações. Nossa resposta deve ser a participação massiva de todos os professores na Assembleia virtual que inicia em 29 de junho e vai até 3 de julho, colocando o seu voto eletrônico votação eletrônica

    Chegou o momento de intensificar a pressão, pois o diálogo chegou a um impasse. É necessário nos unir e mobilizar nossas forças para continuar lutando para sermos ouvidos e atendidos.

  12. maria luiza ambros von holleben disse:

    Governo apresenta aos servidores proposta de reajuste muito abaixo da expectativa

    Em reunião realizada hoje (25/06) com o conjunto de entidades representativas dos servidores, o governo federal apresentou uma proposta de reajuste em quatro anos nos valores de 5,5% para 1° de janeiro de 2016; 5% para 1° de janeiro de 2017; 4,75% para 1° de janeiro de 2018; e 4,5% para 1° de janeiro de 2019.

    Segundo Sérgio Mendonca, secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento de Gestão (MPOG), tal proposta tem o objetivo de preservar o poder de compra dos servidores federais na ótica do governo. Para Mendonça, o parâmetro principal do reajuste é a relação folha de pagamento sobre o Produto Interno Bruto (PIB), que o governo quer manter em 4,13% para os próximos quatro anos.

    O governo entende agora que o conjunto das entidades deve avaliar esta proposta para dar continuidade às negociações. Mendonça sinalizou ainda que estes valores citados são do aumento da remuneração, não incluindo crescimento vegetativo da folha nem o impacto de novos concursos. Segundo ele, esta proposta feita hoje para atender o cronograma proposto pelo próprio governo para que as negociações se encerrem em julho não inclui discussão sobre outros temas como benefícios e reestruturação de carreira que, de acordo com ele, dependerão do avanço dessas negociações.

    O conjunto das entidades fez uma série de considerações bastante negativas à proposta, considerando que ela não responde à pauta geral dos servidores públicos federais, nem é capaz de recuperar as perdas inflacionárias passadas, e igualmente parte de premissas muito otimistas para a inflação futura, o que dificultará muito o avanço das negociações.

    Eduardo Rolim de Oliveira (ADUFRGS-Sindical), presidente do Proifes-Federação, questionou Mendonça sobre como se dará o processo de negociação, se será em mesas setoriais, o que seria importante para que seja possível tratar as questões específicas da categoria dos docentes, como reestruturação de carreira e pauta não salarial, como apresentado pela federação.

    Mendonça respondeu de forma genérica a todas as questões dizendo que a parte do reajuste salarial é a que tem maior impacto orçamentário e por isso tem que ser tratada prioritariamente. Disse ainda que o governo avaliará a resposta das entidades, mas que é política de governo um reajuste plurianual respondendo nesse momento à proposta dos servidores que se negociasse apenas o ano de 2016. O secretário ainda afirmou que evidentemente serão os acordos que definirão se haverá reajuste para determinada categoria.

    Como consequência da reunião, ficou agendado novo encontro com o conjunto dos servidores públicos para o dia 7 de julho, às 14h, no qual o governo espera ouvir a avaliação dos servidores sobre essa proposta, não tendo sido marcadas as mesas setoriais, pois Mendonça compreende que para iniciar a negociação salarial é preciso entender qual a sinalização que as entidades darão em relação a essa proposta global.

    O Proifes-Federação irá protocolar amanhã (26/06) ofício solicitando a imediata abertura da mesa setorial dos docentes, pois entende que além da negociação geral é necessário que se avance na pauta especifica dos professores.

    A federação entende que é necessário intensificar o processo de mobilização nacional, que culminou com a indicação de deflagração de greve nacional pelo Conselho Deliberativo do Proifes-Federação em 18 e 19 de junho, para que se possa avançar no processo

  13. Mais do que entrar em greve, é a divulgação da greve e atividades é que podem levar a algum resultado. Ficar em greve por tempo indeterminado somente vai minando o movimento (vide a greve de mais de 100 dias do governo FHC, que não deu em nada, e que o PT também utiliza como tática esvaziar o movimento pelo cansaço). Se realmente entrarmos em greve temos de ter o que os partidos tem: uma central de divulgação nas redes sociais e internet. Porque não fazer vídeos e matérias e colocar nas redes sociais e internet mostrando o estado em que se encontra a UFRGS, com prédios se deteriorando, interditados, com vazamentos, salas lotadas, faltando vagas para os alunos por falta de local e professores, etc, etc, etc????? Isso dá mais resultado do que greve. Além disso, se queremos melhores condições para trabalhar, apregoado pela ADUFRGS, porque nossa associação (vai ai sugestão) não denuncia aos Bombeiros e órgãos do Judiciário que os prédios não tem extintores, mangueiras, saídas de emergência, PPCI, etc???? E aproveita filma e divulga. Para os cidadãos, a universidade pública navega em mar esplêndido e somos marajás reclamando. Se não houver uma forte campanha de divulgação, seremos taxados de funcionários públicos vagabundos (como sempre)! E lá se vai mais uma greve servindo de nada. Sou favorável que a ADUFRGS monte uma fortíssima central de mídia e de divulgação, dos bons resultados e das mazelas, o mais breve possível. A guerra é travada na mídia, não na rua.

  14. Gostaria saber exatamente qual é a proposta do governo para o reajuste. Concordo com o colega Felix em aguardar a reunião de amanhã. Se não houver uma proposta adequada sou favorável a deflagrar a greve em julho, mas abrangendo também o pós-graduação. Julho é um mês intenso de bancas, se realizarmos uma greve total, envolvendo pesquisa, extensão, ensino em todos os níveis será mais efetiva….mas precisa ser algo assumido por um número considerável de professores, e é necessário articular com o Andes…ambos sindicatos….enquanto exista essa separação entre os sindicatos sempre seremos mais frágeis para negociar com o governo.

  15. Sendo a greve “recurso extremo” devemos então aguardar a proposta que vai fazer o MPOG amanhã e ver o desenrolar desse ciclo de negociação. O governo rompeu o silêncio. Vale a pena esperar. Por outro lado, deflagrar greve nas férias não é pressão nenhuma sobre o governo, nem sobre a Universidade, nem sobre a sociedade. Dependendo da proposta do governo, o rumo dos encaminhamentos pode mudar. Se for para entrar em greve, deve-se pensar para deflagra-la no início do 2º semestre e não em 7 de julho.