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Professor (a):

Este espaço é seu. Compartilhe aqui sua opinião e/ou reflexão sobre as reformas propostas pelo governo federal – PEC 55 (antiga 241), MP 746, PLP 257, Escola sem Partido, Reforma da Previdência – ou sobre qualquer outro tema.

 



11 comentários:

  1. Hoje, em frente à Assembleia Legislativa, a Casa do Povo, tive a oportunidade de expressar ao nosso régio Presidente Paulo Mors e ao nosso egrégio Tesoureiro Vanderlei Carraro um argumento que ouvi de alguns dos associados de nossa insigne ADUFRGS, com o qual concordo integralmente: DIMINUIR OS VALORES DE NOSSAS MENSALIDADES SINDICAIS.

    Os motivos efetivos são três. Há um suposto quarto:
    1 – Estamos com muito dinheiro em caixa. Muito mesmo de verdade. Bastante dinheiro. Para quê?
    2 – Não temos dívida alguma.
    3 – Recentemente, com a nossa garbosa expansão, entrou uma plêiade colossal de novos associados (leia-se mais pagantes).
    4 – Somente o lucro financeiro dos investimentos de nosso capital é suficiente para cobrir completamente nossas despesas ordinárias.

    Post Script Óbvio: Quem concordar, divulgue o quanto puder.

  2. Prezados Colegas,

    Concordo plenamente com o a manifestação do professor Paulo César do Nascimento, tenho poucas questões a acrescentar. Também estranhei a postura da direção da ADUFRGS, a qual participou dos atos e manifestações contra a PEC 55 e posteriormente envia esta mensagem criticando o movimento e, ao que parece, pensando apenas nos “transtornos” (férias?) aos professores.

    Segundo, o fato de termos “transtornos” agora também deve ser creditado à postura da nossa reitoria que ao longo do movimento dos estudantes (especialmente) não se manifestou sobre a suspensão do calendário ou a forma de reposição das aulas, deixando para faze-lo ao final do movimento, sendo que ainda não sabemos o que fazer, por falta de um pronunciamento oficial, com as férias de professores marcadas e certificadas anteriormente.

    Com relação à decisão de não entrar em greve da maioria dos sócios da ADUFRGS, no momento é difícil saber se aqueles que votaram contra faziam parte da comunidade da UFRGS, a qual estava intensamente mobilizada, ou eram professores de Feliz, Charqueadas ou Farroupilha (entre outras). Incomoda-me ainda o fato de professores que não contribuem com a construção e manutenção do sindicato (os não filiados), possam opinar em momentos tão importantes como estes.

    Quando a ADUFRGS desfiliou-se do ANDES o fez em nome de uma maior proximidade das pautas com a nossa realidade local. Hoje me parece que o objetivo é a construção de um “monopólio sindical” com “fusões hostis” sobre a base de outros sindicatos.

    Finalmente, há anos uma parte do movimento docente insiste em que adotemos “outras formas de mobilização”, mas, infelizmente, talvez pela falta de criatividade nossa, estas “outras formas” ainda não demonstraram ser mais ou menos efetivas que as tradicionais.

    Paulo Roberto R. Soares
    Professor do Departamento de Geografia – UFRGS

  3. Prezados (as):
    Recebemos no último final da semana o informativo 02-2017 da ADUFRGS, comentando a reposição das atividades interrompidas pelo movimento de setores da comunidade universitária, no semestre passado. O conteúdo deste informativo me parece pouco claro. Chama-me a atenção, particularmente, o terceiro parágrafo, onde foi escrito que “A forma de luta política adotada por setores da Universidade não alcançou resultados objetivos e ainda trouxe prejuízos para toda a comunidade acadêmica”.
    Esta frase parece indicar que a Direção da ADUFRGS faz uma avaliação negativa, não só mobilizações dos técnicos administrativos e de uma parcela (minoritária) dos docentes, que optaram pela greve, como também da mobilização dos estudantes, mais especificamente das ocupações de dependências de departamentos ou institutos. Seria isso?
    Em caso positivo, gostaria, primeiramente, de manifestar minha discordância. Deixando de lado a infindável, entediante e pouco frutífera rivalidade política com outras entidades representativas dos Docentes da UFRGS, quero ressaltar meu respeito aos colegas que, ainda em número pouco expressivo, optaram pela greve, em uma forma diferente de consulta e deliberação, em relação ao nosso sindicato. Acredito que não cabem críticas e tentativas de prejudicar, de qualquer forma, estes (as) colegas. Também respeito a mobilização dos técnicos administrativos, apesar do desgaste que a utilização sistemática das paralisações tem trazido para este segmento.
    Quanto aos estudantes, acredito que escreveram uma página importante do movimento estudantil, não só na UFRGS como no país. O movimento estudantil se revigorou, conseguiu se afastar de lideranças e formas de organização desgastadas, mostrou protagonismo, coragem e, com exceção de algumas posturas isoladas, lucidez política. Entendo que críticas podem ser feitas, mas acredito que, para um sindicato como a ADUFRGS, é importante estimular esta iniciativa, principalmente frente a novos ataques que a educação pública e gratuita, as universidades públicas e os trabalhadores certamente sofrerão em 2017, por parte de um governo que carece de legitimidade.
    O fato de não se ter alcançado o objetivo das mobilizações, especificamente o de barrar a aprovação da PEC 55, não invalida, de forma alguma, a luta travada, inclusive pela ADUFRGS e sua base, da qual tive muita satisfação em participar. Aprendemos, acumulamos força, demos visibilidade às nossas posições, e nos preparamos para novas situações que certamente surgirão.
    Também estranho esta posição da Direção da ADUFRGS, visto que, durante todo o período em que ocorreram as mobilizações, o discurso foi de apoio político ao movimento dos estudantes. Como explicar esta frase agora? Será que, de minha parte, houve um mal-entendido?
    Entendo e respeito a preocupação da Direção com problemas e pequenos transtornos que os docentes possam sofrer, com o reajuste do calendário acadêmico nos anos de 2017 e 2018. No entanto, avalio que a preocupação excessiva com este aspecto denota um certo egocentrismo por parte de alguns colegas, deixando em segundo plano a situação de ameaças, precarização e perda de direitos que estamos sofrendo. Isto, sob hipótese alguma, deve ser estimulado. Com base nestas observações, fico no aguardo de um posicionamento mais claro sobre este tema.
    Agradeço a oportunidade,

    Paulo César do Nascimento
    Representante da Faculdade de Agronomia no Conselho de Representantes da ADUFRGS

  4. Prezado colega FELIX HILARIO DIAZ GONZALEZ, está sugerindo que eu mude de sindicato?

  5. Colegas

    Neste momento tão grave para o país e para os trabalhadores é que sãem à tona os sentimentos mais profundos. É inaudito que um sindicato espúrio e paralelo, como é a seção da Andes na nossa Universidade, conteste o método em que foi definida a decisão de entrar ou não em greve por parte da Adufrgs. Chegam ao absurdo de dizer que a consulta eletrônica fere a Lei de Greve, que diz: “Art. 4º Caberá à entidade sindical correspondente convocar, na forma do seu estatuto, assembléia geral que definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação de serviços.” Realmente, a ignorância é atrevida. A Lei diz claramente, “na forma do seu estatuto”. Será que não leram essa parte..? Ou será que não leram o estatuto da Adufrgs..?
    Companheiros, entendo a raiva de alguns e o desejo de se manifestar contra esse governo infame e golpista, mas o dia que aceitamos que a decisão de que fazer greve seria por consuta eletrônica, decidimos que esse era um mecanismo mais democrático de ouvir às bases, que não seria uma assembleia de 100 ou 140 que decidiria por 3.000. Talvez seja o momento de alguns colegas mudarem de sindicato…

  6. Colegas professores da UFRGS,

    Vivemos um momento de profundo desamparo, inércia e inépcia.

    Sinto muita vergonha e também muita raiva.

    Primeiro, muita vergonha de pertencer à classe de professores da UFRGS, representadada imensamente por um contingente corporativista, que não faz o menor esforço para enxergar um milímetro fora daquilo que interessa a sua carreira, sua vida pessoal e a de sua família. Mas eu me pergunto o que estes mesmos exuberantes e orgulhosos professores que dizem “pensar” para agir, e que votaram “não” à greve, farão quando descobrirem que não podem mais progredir funcionalmente, quando seus salários estacionarem. Talvez aí haja indignação.

    Em segundo lugar, sinto muita raiva de mim mesmo por ter feito parte por muitas vezes de diretorias da ADUFRGS, ter chegado inclusive ao cargo de Primeiro Vice Presidente em 2010, e ter participado como secretário da mesa daquela guerra que foi a Assembleia de 2008 em que, entre outras coisas, criamos a figura política e estatutária da votação eletrônica e aceitamos o uso de procurações para aqueles que não poderiam (ou não queriam) participar presencialmente de atos políticos.

    Minha convicção é que estas pessoas que não quiseram participar presencialmente de nossas Assembleias no passado, também não querem e nunca vão querer participar de outras importantes Assembleias e discussões do presente e do futuro. Neste modelo, nesta proposta absurda, estes colegas condenam nosso sindicato a ser prisioneiro da ideia de nunca fazer greve.

    Infelizmente participei disto, ajudei a produzir esta nefasta casa de horrores e de fragilidade política. Em muito levado pelo ódio destilado por todos os lados entre nós. O ódio e as atitudes desrespeitosas não levam a nada, somente atrapalham, sejam de onde vierem.

    Quero expressar publicamente minha mudança de perspectiva, agora de condenação das consultas eletrônicas e do uso de procurações. Vou lutar pessoalmente contra estes dispositivos e convido aos colegas que concordem comigo que me ajudem a empunhar esta bandeira de uma nova reformulação estatutária da ADUFRGS.

    Para um sindicato, dizer não à greve num momento como o que vivemos é a morte. A única maneira de barrarmos estas medidas governamentais seria pararmos tudo. Colocarmos toda a sociedade na rua. E para isto deveríamos fazer nossa parte, simplesmente indicarmos “greve’.

    Estamos diante do desaparecimento definitivo da proposta política vigente da ADUFRGS-Sindical.

    Saudações sindicais,
    José Carlos Freitas Lemos

  7. Prezados

    gostaria de verificar se os encaminhamentos da última assembleia em que vários professores (inclusive eu) solicitamos que a Adufrgs chame para uma assembleia extraordinária para discutir as ocupações, e discutir a greve docente que já foi deflagrada em 16 Universidades e IFES (UFMG, UFPE, UFPEL, UFSM, várias outras ) – no total são 16 universidades federais, um IF e uma universidade estadual em greve contra a PEC 55(241) e a MP 746

    Alguma ação a respeito foi tomada? Vamos esperar passar a PEC para reagir?

  8. Pessoal apesar de tudo um bom dia para todos, apesar de todos os desmandos do governo, do parlamento e da justiça. Só recebemos notícias mal dadas e interessadas, com isto realmente precisamos de um meio onde possamos passar assuntos sérios e com conteúdo, parabéns a Diretoria da ADUFRGS.
    Mas falando no momento atual, bem já fiz greve por motivos da categoria e tranquilamente mais da metade de nosso salário hoje foi conquistado em greves, mas greve sempre tem que ser o último estágio de mobilização, começar uma negociação já fazendo greve vulgariza este que é o instrumento mais forte de qualquer trabalhados, por isto concordo com os colegas, o momento não é de apenas pensarmos nos nossos botões e interesses, o projeto que está sendo implantado é para derrubar o que foi feito em anos em termos de ampliação do ensino universitário público, rapidamente o que foi construido, se não sofrer a devida manutenção, como a manutenção da abertura de concursos para a reposição de aposentadorias, o nosso ensino irá rapidamente se degradar.
    Dia 11/11 temos que nos unir ao Brasil e mostrar que eles não estão governando sozinhos, como pensam, após o placar da votação da PEC na Câmara, mas temos que articularmos cada vez mais fortemente com a sociedade, para podermos construir uma alternativa mais forte e não deixarmos que ocorram estes retrocessos.
    Abraço e todos a Assembleia da ADUFRGS
    Darci Campani

  9. Os argumentos levantados pelo colega Basilio são os que de fato também me levariam a aderir a uma greve na Ufrgs. Da mesma forma que ele, eu não aderi e nem aderirei a greve alguma que levante apenas a bandeira “de nossos interesses mais próximos, corporativos, …” para usar as palavras do Basilio. Contudo, é sim momento de abrirmos mão “de nossa zona de conforto pequeno-burguesa, através da qual usufruímos de algumas migalhas que um sistema cada vez mais concentrador de renda, anti-democrático, imposto pelo grande capital que controla sociedades e estados mundo afora, nos oferece.” Se nossa greve for contra “o estupro à Democracia, a agressão ao Estado de Direito e aos direitos mais fundamentais dos cidadãos, em especial daqueles que precisam mais do Estado”, contem comigo.

  10. Parabéns, Presidente Paulo Mors. Finalmente!

    Se o PROIFES tem um e-mail onde qualquer um pode expor qualquer ideia para todos, por que nossa democrática ADUFRGS até hoje não tinha? Apesar de ser sócio fundador, pedi minha saída (e fiquei muito tempo fora) porque vi, na ocasião, que éramos tangidos pela diretoria para fazer o que ela queria.

    Muitas vezes pensei em escrever algo relacionado somente conosco (ADUFRGS) no site do PROIFES por falta deste espaço nosso para “lavarmos nossas roupas sujas” e para “passarmos nossas roupas limpas”, inclusive me queixando da falta deste espaço exclusivamente nosso e pedindo desculpas aos demais por aborrecê-los com assuntos que não lhes diziam respeito.

    Parabéns, Presidente Paulo Mors. Finalmente!

  11. Houve uma clara mudança de orientação das políticas públicas do governo federal após o impedimento da Presidente Dilma Rousseff, eleita democraticamente em 2014. Atestam essa afirmação a condução de representantes da oposição derrotada nas urnas em 2014 a cargos de primeiro escalão, a intervenção na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC, transformando-a em instrumento de governo e não de estado), a mudança radical nas políticas de distribuição de verbas publicitárias do governo entre as distintas mídia, os cortes em programas sociais (como no Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, pela suspensão de créditos via Entidades; no Bolsa Família, pela revisão dos critérios de concessão), a de-priorização de políticas em prol das minorias (como o apoio à PEC 215/2000, que transfere para o Congresso a prerrogativa de demarcar terras indígenas, quilombolas e de unidades de conservação), o apoio a medidas que afetam propriedades rurais (como o PL 4059/12, que modifica regras de aquisição de imóveis rurais para estrangeiros), entre tantos outros.

    No âmbito da Educação, Ciência e Tecnologia, vemos a extinção do MCTI, a reforma do Ensino Médio imposta de cima para baixo e sem discussão (MP 746), a entrega do MEC a um político ligado ao DEM e que recebeu em seu gabinete há exatos 5 meses um ator pornô desqualificado para debater temas relativos à area, o apoio a projetos como Escola Sem Partido e, mais recentemente, a PEC 241, que impõe teto geral para os gastos primários (ou seja, deixando o serviço da dívida pública livre deste teto) e acaba com os percentuais mínimos da arrecadação que precisam ser dispendidos nestas áreas.

    As medidas que nos afetam diretamente como docentes das IFES, portanto, são parte de um conjunto mais amplo de medidas do novo governo e precisam ser entendidas como tal. E as mudanças gerais nos rumos das políticas governamentais não foram validadas pelas urnas. Inevitável concluir, portanto, e independente de considerações sobre o rito do impedimento, que essa mudança foi um golpe contra a Democracia. Não pode um ato de impedimento, que atinge a pessoa do Presidente, mesmo que fosse comprovado crime, ser usado para justificar tão abrupta e radical mudança de rumos.

    Creio que é com essa perspectiva mais ampla, de defesa não apenas de nossos interesses mais próximos, corporativos, que entendo que nós docentes da UFRGS devemos nos posicionar. Nossa luta não deve ser limitada a um horizonte curto, voltado para nosso umbigo. Fazer isso é nos auto-impor uma mordaça intelectual e de ação, tirando-nos da vanguarda que temos obrigação de exercer como pensadores e intelectuais que somos. Creio que há momentos em que temos que abrir mão de nossa zona de conforto pequeno-burguesa, através da qual usufruímos de algumas migalhas que um sistema cada vez mais concentrador de renda, anti-democrático, imposto pelo grande capital que controla sociedades e estados mundo afora, nos oferece. Não fazer isso é negar quem somos, é sermos covardes!

    Por este caminho não vou. Nunca aderi a uma greve por aumento salarial ou questões corporativas, mas não aceito o estupro à Democracia, a agressão ao Estado de Direito e aos direitos mais fundamentais dos cidadãos, em especial daqueles que precisam mais do Estado. Meu não à PEC 241 e à MP 746, é um não a este enorme retrocesso vivenciado por nossa sociedade hoje. Voto sim pela greve no dia 11/11 e pela crescente mobilização da comunidade universitária contra o golpe de 2016, contra um governo sem voto e sem legitimidade.

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